Viajemos até 1928.
Portugal atravessa uma grande crise económica e António de Oliveira Salazar entra
no governo como Ministro das Finanças. Aos poucos foi ganhando terreno até ser
nomeado, em 1932, Presidente do Conselho de Ministros (chefe de governo).
Em 1933 foi instaurada uma nova constituição
e, consequentemente, Portugal entrou num regime ditatorial aka. Estado Novo.
Salazar ficaria no poder
até 1968, quando foi considerado incapacitado porque deu uma queda de uma
cadeira e sofreu algumas lesões cerebrais (mais vale tarde que nunca). Podemos
dizer que, quem o sucedeu no trono foi Marcello Caetano, que dirigiu o país até
esta famosa revolução.
Durante
estes 41 anos Portugal viveu num período de censura e ignorância: livros e
músicas foram proibidos, a desigualdade de géneros era de uma enorme dimensão,
os meios de comunicação eram controlados pelas autoridades, restringiu a
liberdade de imprensa… E, sobretudo, tirou-nos a liberdade de expressão. Quase
que podemos relacionar esta situação com o livro “1984” de George Orwell, o que
nos faltava era apenas a “Polícia dos Pensamentos” e cameras espalhadas por
todas as ruas do país. “War is peace, freedom is slavery, ignorance is
strenght”.
Eis
que chega o tão esperado dia: 25 de abril de 1974. Nessa madrugada, os
militares do MFA – Movimento das Forças Armadas – dirigiram-se aos estúdios do
Rádio Clube Português, explicando a toda a população portuguesa que com este
movimento queriam trazer a democracia de volta a Portugal e, com ela, devolver
a liberdade a cada um dos cidadãos portugueses. Começaram a passar músicas na
rádio que não eram aprovadas pela ditadura, como Grândola Vila Morena de José Afonso e E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho.
Durante
o dia a população foi aderindo a este pedido, chegando aos milhares. O que era
para ser um simples golpe de estado tornou-se numa das maiores revoluções
nacionais. Uma florista começou a oferecer cravos na rua; os militares
colocavam-nos dentro das suas espingardas e os civis tinham-nas ao peito –
mostrando que apenas queriam paz e liberdade nas suas vidas.
Finalmente
chega o fim da tarde e Marcelo Caetano entrega o poder ao general Spínola. Um
ano depois, 25 de abril de 1975, o povo português teve finalmente a
oportunidade de votar e voltar a ser um país livre e democrático.
VIVA A LIBERDADE!


Sem comentários:
Enviar um comentário