segunda-feira, 25 de abril de 2016

Somos Livres de Voar - A Revolução dos Cravos



 
Viajemos até 1928. Portugal atravessa uma grande crise económica e António de Oliveira Salazar entra no governo como Ministro das Finanças. Aos poucos foi ganhando terreno até ser nomeado, em 1932, Presidente do Conselho de Ministros (chefe de governo).
             Em 1933 foi instaurada uma nova constituição e, consequentemente, Portugal entrou num regime ditatorial aka. Estado Novo.
Salazar ficaria no poder até 1968, quando foi considerado incapacitado porque deu uma queda de uma cadeira e sofreu algumas lesões cerebrais (mais vale tarde que nunca). Podemos dizer que, quem o sucedeu no trono foi Marcello Caetano, que dirigiu o país até esta famosa revolução.
            Durante estes 41 anos Portugal viveu num período de censura e ignorância: livros e músicas foram proibidos, a desigualdade de géneros era de uma enorme dimensão, os meios de comunicação eram controlados pelas autoridades, restringiu a liberdade de imprensa… E, sobretudo, tirou-nos a liberdade de expressão. Quase que podemos relacionar esta situação com o livro “1984” de George Orwell, o que nos faltava era apenas a “Polícia dos Pensamentos” e cameras espalhadas por todas as ruas do país. “War is peace, freedom is slavery, ignorance is strenght”. 

        
           Eis que chega o tão esperado dia: 25 de abril de 1974. Nessa madrugada, os militares do MFA – Movimento das Forças Armadas – dirigiram-se aos estúdios do Rádio Clube Português, explicando a toda a população portuguesa que com este movimento queriam trazer a democracia de volta a Portugal e, com ela, devolver a liberdade a cada um dos cidadãos portugueses. Começaram a passar músicas na rádio que não eram aprovadas pela ditadura, como Grândola Vila Morena de José Afonso e E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho.
            Durante o dia a população foi aderindo a este pedido, chegando aos milhares. O que era para ser um simples golpe de estado tornou-se numa das maiores revoluções nacionais. Uma florista começou a oferecer cravos na rua; os militares colocavam-nos dentro das suas espingardas e os civis tinham-nas ao peito – mostrando que apenas queriam paz e liberdade nas suas vidas.
            Finalmente chega o fim da tarde e Marcelo Caetano entrega o poder ao general Spínola. Um ano depois, 25 de abril de 1975, o povo português teve finalmente a oportunidade de votar e voltar a ser um país livre e democrático. 

 VIVA A LIBERDADE!

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