O mundo do cinema está
cheio de monstros, quer actores, quer realizadores, quer outros intervenientes. Hoje, vou falar de um desses gigantes, Steven Spielberg.
Quem conhece o mínimo do
mundo do cinema, conhece com certeza Steven Spielberg, nem que seja só pelo
nome. Premiado e reconhecido cineasta, realizador, e também guionista, Steven
Spielberg é considerado um dos melhores e também mais populares da história do
cinema.
Nasceu no estado de Ohio,
nos Estados Unidos da América, a 18 de Dezembro de 1946 e desde cedo começou a
ter o bichinho do cinema, muitas vezes usando as suas 3 irmãs mais novas como
cobaias para os seus filmes caseiros. Venceu o seu primeiro concurso aos 13
anos, com uma curta-metragem de 40 min que retratava factos de guerra. A sua
primeira longa metragem, ainda amadora, foi feita aos 16 anos e foi emitida num
teatro local. Também com 16 anos estreou-se profissionalmente, novamente com
uma curta-metragem de 20 minutos, que o levou novamente a ser premiado no
festival de filme em Atlanta.
Depois destes pequenos
sucessos, Spielberg decidiu finalmente
enveredar pela profissão, tendo indo estudar para a Universidade Estadual da Califórnia.
enveredar pela profissão, tendo indo estudar para a Universidade Estadual da Califórnia.
Em 1971, começou o seu caminho para o sucesso quando assinou um contrato com a Universal, onde dirigiu a sua primeira longa-metragem “Encurralado”, um filme que foi produzido e realizado com o objectivo de ser emitido na televisão, mas o sucesso foi tanto que acabou por ser lançado nos cinemas também.
O seu filme seguinte
permitiria a Spielberg trabalhar com um dos, agora, mais conceituados
compositores John Williams, filme que apesar de tudo não foi muito bem-sucedido
em 1914.
Parceria essa que seria
usada no filme seguinte de Spielberg, a rampa de lançamento do realizador, “O Tubarão”. O filme foi um sucesso de
bilheteiras, tendo facturado mais de 2 mil milhões de doláres a nível global,
tendo revolucionado por completo a história do cinema.
Depois deste filme,
Steven Spielberg tem uma carreira preenchida de sucessos, em 1977 consegue a
primeira nomeação para um óscar com o filme “Contactos
imediatos de terceiro grau”, no entanto, não ganhou a estatueta dourada.
Com um fracasso pelo meio
em 1979 com um filme de comédia, o grande sucesso seguinte só foi em 1981 com
os “Salteadores da arca perdida”, um
filme produzido por George Lucas e realizado por Spielberg, que lhe valeu nova
nomeação para óscar, novamente sem a ganhar.
Em 1982 foi o ano de
Spielberg e do cinema, o mundo vê ser lançado mais um grande sucesso de
bilheteiras, “E.T” que bateu o
recorde, já detido por “O Tubarão”, marcando
também toda uma geração. Novamente o filme valeu a Spielberg uma nomeação para
a estatueta dourada, e novamente não a venceu.
O ano de 1982 foi também,
curiosamente, o ano em que foi lançado o conto de “O Amigo Gigante” de Roald Dahl, que agora, 34 anos depois foi adaptado
para o cinema por Spielberg.
No início da década de
90, em 1993, mais um dos filmes do Spielberg bateu recordes de bilheteira, “Jurassic Park”, um filme de ficção
cientifica que retrata o regresso dos dinossauros ao mundo atual. Ainda nesse
ano, Spielberg este envolvido num projecto com um valor um pouco pessoal e
sentimental, “A Lista de Schindler”,
um filme que retrata a 2ª guerra mundial e o massacre aos judeus, sendo
Spielberg de origem judaica, este com certeza seria um tema sensível para o mesmo.
Finalmente, com este último filme, Spielberg ganharia o seu primeiro óscar, que
já lhe andava a fugir há alguns anos.
Steven Spielberg fundou a
DreamWorks DKG em 1994 e em 1997 veio ao cinema mais um grande sucesso do
realizador, com “O Resgate do Soldado
Ryan”, tocando mais uma vez no tema da 2ª guerra mundial, o que é
compreensível, visto que a sua avó sobreviveu a um campo de concentração na
Polónia e o seu pai serviu o exército na mesma guerra. O segundo óscar foi
entregue a Spielberg depois deste filme.
Spielberg continuou com a
sua carreira de sucesso como realizador, com filmes como “Apanha-me se puderes”, “Minority
Report”, “Guerra dos Mundos”, “Cavalo de Guerra” e o ano passado “Ponte de Espiões”, mas também como produtor com filmes como “Homens de Negro”, “Transformers”
e “Jurassic World”.
O seu trabalho mais
recente, é “O amigo gigante”, fala
sobre uma rapariga, Sophie, que é “arrastada” para um mundo de gigantes, e da
sua relação com um gigante em específico. O filme é todo uma aventura pelo
desconhecido pela parte da nossa protagonista, mas uma questão mantém-se,
poderá este filme tornar-se um clássico, como tantos outros de Spielberg e,
como um em especifico, “O E.T”? São
34 anos a separar os dois filmes, no entanto, têm muitos pontos em comum, a
começar com as premissas: enquanto no filme de 1982, um rapaz chamado Elliot se
torna amigo de um extra-terrestre acabado de chegar à terra, no filme mais
recente de Spielberg uma rapariga chamada Sophie forma uma relação de amizade
com um gigante que a arrasta para o seu país e que a obriga a viver uma
aventura incrível e a conhecer o mundo dos gigantes que não é um mar de rosas.
No final, só saberemos se o filme será um clássico do cinema e se, se aproximará sequer dos filmes mais conceituados de Spielberg, com o tempo, até lá só nos resta apreciar as obras de arte deste conceituado cineasta, as mais antigas ou as mais recentes, todas merecem ser vistas e apreciadas pelo público em geral.


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