Numa partida nem sempre bem disputada, a Selecção Portuguesa
continua sem vencer um jogo durante os 90 minutos, desta vez vencendo a Polónia
apenas nas grandes penalidades. Depois de eliminar uma Croácia apenas no
prolongamento, Portugal sofreu, mas o que fica para a história é mais uma
presença nas meias-finais. Os portugueses defrontaram uma Polónia com uma
atitude de não querer ganhar, mas também não querer perder, o que levou o jogo
às grandes penalidades.
Apesar disso, o jogo poderia ter sido resolvido nos 90
minutos, não fosse Cristiano Ronaldo ter falhado 3 oportunidades claras de
golo.
Portugal entrou no jogo a perder, mas soube reagir, subindo
as linhas e Renato Sanches, pela primeira vez titular neste Europeu, empatou a
partida. As dificuldades da equipa continuam visíveis, nomeadamente sem bola,
pois os sectores da equipa, principalmente a defesa e o meio-campo, continuam
afastados. Nem a transição ofensiva de Portugal, aspecto em que possivelmente
somos os melhores, foi eficaz.
Destaques para Pepe (depois do excelente jogo da Croácia,
mais um excelente jogo, onde raramente perdeu um duelo e limpou tudo o que lhe
apareceu à frente), Renato Sanches (enquanto esteve no meio, jogou e fez jogar,
tendo Fernando Santos errado ao colocá-lo definitivamente numa ala), Rui
Patrício (que acabou por ser um dos heróis dos penaltis ao ter defendido a
grande penalidade de Kuba), Krychowiak (a justificar o motivo de uma equipa
como o PSG o ter contratado, com um excelente jogo e raramente a permitir
perigo da equipa portuguesa), Lewandowski (causou calafrios à equipa
portuguesa).
No segundo jogo dos quartos-de-final, o País de Gales
continua a surpreender tudo e todos, desta vez eliminando uma Bélgica que era
considerada favorita neste jogo. Os galeses, sendo a primeira vez que
participam numa fase final de um Europeu, continuam a fazer história, marcando
lugar na meia-final frente a Portugal.
A selecção belga entrou melhor no jogo, chegando até a ter
uma tripla oportunidade no mesmo lance, mas Hennessey e a sua defensiva galesa
não permitiram o golo. Justificando a boa entrada, o golo surgiu mesmo, após um
forte remate de Nainggolan que só parou dentro da baliza galesa. Pese o golo
marcado, os belgas recuaram, dando a iniciativa ao País de Gales, o que fez que
a equipa britânica acreditasse e chegasse à igualdade através de um canto. Na
segunda parte, a Bélgica entrou novamente melhor, mas foram os galeses a fazer
a reviravolta, com um excelente gesto técnico de Robson-Kanu dentro da área a
não perdoar. Os jogadores belgas ficaram desorientados, apostando numa
constante bola para a área, mas foram novamente os galeses a marcar e a ditar a
eliminatória.
Destaques para Ramsey (joga e faz jogar, sendo uma baixa
importantíssima para a meia-final), Bale (a assumir, mas sem ter marcado neste
jogo), Robson-Kanu (sempre a criar perigo como conseguia), Hazard (tentou
carregar a equipa, mas sem sucesso). Destaques negativos para Lukaku
(perdulário, aliás, foi a sua imagem de marca este Europeu) e De Bruyne (não
demonstrou o que sabe e a Bélgica ressentiu-se disso).
No duelo mais aguardado destes quartos, numa espécie de
final antecipada, a Alemanha, pela primeira vez numa fase final de um
Europeu/Mundial, venceu a Itália, tornando-se a terceira equipa a juntar-se às
meias-finais. Num jogo mais táctico do que técnico, tendo mesmo períodos
mortos, a decisão remeteu-se para as grandes penalidades e os alemães levaram a
melhor apenas no 18º penalty.
Alemanha surpreendeu ao alterar o seu sistema táctico para
um 3-4-2-1, que acabou por ser bem sucedido. Tomou a iniciativa, mas sempre sem
criar grandes dificuldades frente a uma Itália com uma enorme coesão defensiva,
mas pouco objectiva no aspecto ofensivo. Na fase em que o jogo parecia estar
mais controlado, e tudo indicava que a Alemanha iria vencer no tempo regulamentar,
Boateng estragou uma excelente exibição individual ao cometer uma infantilidade
dentro de área e Bonucci, que assumiu a grande penalidade, empatou o jogo. Até
ao fim, e mesmo durante o prolongamento, pouquíssimas oportunidades se
registaram, confirmando-se o que se esperava durante o encontro: grandes
penalidades. Foi aqui que o encontro ganhou mais emoção, com uma série de
volte-faces no resultado, com alguns falhanços escandalosos (Pellè e Zaza) e,
no fim, depois de De Sciglio ter falhado o penalty, Hector não perdoou e
colocou a Alemanha nas meias.
Destaques para Boateng (não fosse o penalty e a sua exibição
tinha sido quase perfeita), Kimmich (deu muita profundidade ao seu corredor e não
comprometeu defensivamente), Neuer (defendeu 2 penaltis e foi um dos heróis), Buffon (evitou o
2-0 num momento importante), Bonucci (mais um bom jogo de um central algo
subvalorizado). Destaques negativos para Zaza (entrou para os penaltis e acabou
por falhar), Muller (continua sem demonstrar a sua qualidade), Kroos (pouco se
fez notar neste jogo, principalmente ao nível de circulação de bola).
Por último, mas não menos importante, a França vergou a
Islândia, que fez história ao chegar a esta fase da competição (não esquecer
que é a primeira vez que participam num Europeu), e vai marcar encontro com a
Alemanha nas meias-finais. Num jogo que ao intervalo (4-0) já estava resolvido,
as fragilidades defensivas dos islandeses vieram ao de cima, algo que não lhes
foi característico nos jogos anteriores. Uma equipa lutadora, aguerrida,
raçuda, pouco conseguiu fazer neste jogo, não demonstrando a mesma atitude
perante o adversário mais forte que encontrou até ao momento.
Deschamps, com a ausência de Kante, apostou num 4-2-3-1 com
Matuidi e Pogba no meio-campo defensivo, Sissoko na ala direita, Griezmann no
meio e Payet na esquerda no apoio a Giroud. A diferença entre ambas as equipas
foi notória, pois Griezmann fez mais um excelente jogo, coroado com um golo e 2
assistências. O encontrou começou de forma parada, com a Islândia a acusar
algum nervosismo, e o primeiro golo não tardou. Poucos minutos depois o 2-0
surgiu e a Islândia, incapaz de contrariar a equipa francesa, pouco conseguiu
fazer, consentindo ainda mais 2 golos. Tudo apontava para uma goleada
histórica, mas ao minuto 56 a Islândia reduziu para o 4-1. O jogo começou a
ganhar vida, mas logo de seguida a França marca o quinto golo sentenciando de
vez a eliminatória. Apesar do resultado avolumado, os islandeses não desistiram
e ainda reduziram para o 5-2, pudendo mesmo ter marcado mais golos.
Destaques para Griezmann (mais um excelente jogo, quando
joga no meio é quando se sente mais cómodo), Payet (mais uma assistência e mais
um golo), Pogba (quando está mais solto dá outra qualidade ao jogo), Sigurdsson
(o craque da selecção islandesa), Sightorsson (destacou-se no jogo aéreo e ia criando
perigo), Bjarnason (um dos melhores jogadores desta equipa) e o público
islandês (fortíssimo ao longo dos jogos, neste não foi excepção).




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