terça-feira, 5 de julho de 2016

Resumo dos quartos do Euro

Numa partida nem sempre bem disputada, a Selecção Portuguesa continua sem vencer um jogo durante os 90 minutos, desta vez vencendo a Polónia apenas nas grandes penalidades. Depois de eliminar uma Croácia apenas no prolongamento, Portugal sofreu, mas o que fica para a história é mais uma presença nas meias-finais. Os portugueses defrontaram uma Polónia com uma atitude de não querer ganhar, mas também não querer perder, o que levou o jogo às grandes penalidades.
Apesar disso, o jogo poderia ter sido resolvido nos 90 minutos, não fosse Cristiano Ronaldo ter falhado 3 oportunidades claras de golo.


Portugal entrou no jogo a perder, mas soube reagir, subindo as linhas e Renato Sanches, pela primeira vez titular neste Europeu, empatou a partida. As dificuldades da equipa continuam visíveis, nomeadamente sem bola, pois os sectores da equipa, principalmente a defesa e o meio-campo, continuam afastados. Nem a transição ofensiva de Portugal, aspecto em que possivelmente somos os melhores, foi eficaz.

Destaques para Pepe (depois do excelente jogo da Croácia, mais um excelente jogo, onde raramente perdeu um duelo e limpou tudo o que lhe apareceu à frente), Renato Sanches (enquanto esteve no meio, jogou e fez jogar, tendo Fernando Santos errado ao colocá-lo definitivamente numa ala), Rui Patrício (que acabou por ser um dos heróis dos penaltis ao ter defendido a grande penalidade de Kuba), Krychowiak (a justificar o motivo de uma equipa como o PSG o ter contratado, com um excelente jogo e raramente a permitir perigo da equipa portuguesa), Lewandowski (causou calafrios à equipa portuguesa).


No segundo jogo dos quartos-de-final, o País de Gales continua a surpreender tudo e todos, desta vez eliminando uma Bélgica que era considerada favorita neste jogo. Os galeses, sendo a primeira vez que participam numa fase final de um Europeu, continuam a fazer história, marcando lugar na meia-final frente a Portugal.

A selecção belga entrou melhor no jogo, chegando até a ter uma tripla oportunidade no mesmo lance, mas Hennessey e a sua defensiva galesa não permitiram o golo. Justificando a boa entrada, o golo surgiu mesmo, após um forte remate de Nainggolan que só parou dentro da baliza galesa. Pese o golo marcado, os belgas recuaram, dando a iniciativa ao País de Gales, o que fez que a equipa britânica acreditasse e chegasse à igualdade através de um canto. Na segunda parte, a Bélgica entrou novamente melhor, mas foram os galeses a fazer a reviravolta, com um excelente gesto técnico de Robson-Kanu dentro da área a não perdoar. Os jogadores belgas ficaram desorientados, apostando numa constante bola para a área, mas foram novamente os galeses a marcar e a ditar a eliminatória.

Destaques para Ramsey (joga e faz jogar, sendo uma baixa importantíssima para a meia-final), Bale (a assumir, mas sem ter marcado neste jogo), Robson-Kanu (sempre a criar perigo como conseguia), Hazard (tentou carregar a equipa, mas sem sucesso). Destaques negativos para Lukaku (perdulário, aliás, foi a sua imagem de marca este Europeu) e De Bruyne (não demonstrou o que sabe e a Bélgica ressentiu-se disso).


No duelo mais aguardado destes quartos, numa espécie de final antecipada, a Alemanha, pela primeira vez numa fase final de um Europeu/Mundial, venceu a Itália, tornando-se a terceira equipa a juntar-se às meias-finais. Num jogo mais táctico do que técnico, tendo mesmo períodos mortos, a decisão remeteu-se para as grandes penalidades e os alemães levaram a melhor apenas no 18º penalty.

Alemanha surpreendeu ao alterar o seu sistema táctico para um 3-4-2-1, que acabou por ser bem sucedido. Tomou a iniciativa, mas sempre sem criar grandes dificuldades frente a uma Itália com uma enorme coesão defensiva, mas pouco objectiva no aspecto ofensivo. Na fase em que o jogo parecia estar mais controlado, e tudo indicava que a Alemanha iria vencer no tempo regulamentar, Boateng estragou uma excelente exibição individual ao cometer uma infantilidade dentro de área e Bonucci, que assumiu a grande penalidade, empatou o jogo. Até ao fim, e mesmo durante o prolongamento, pouquíssimas oportunidades se registaram, confirmando-se o que se esperava durante o encontro: grandes penalidades. Foi aqui que o encontro ganhou mais emoção, com uma série de volte-faces no resultado, com alguns falhanços escandalosos (Pellè e Zaza) e, no fim, depois de De Sciglio ter falhado o penalty, Hector não perdoou e colocou a Alemanha nas meias.

Destaques para Boateng (não fosse o penalty e a sua exibição tinha sido quase perfeita), Kimmich (deu muita profundidade ao seu corredor e não comprometeu defensivamente), Neuer (defendeu 2 penaltis e foi um dos heróis), Buffon (evitou o 2-0 num momento importante), Bonucci (mais um bom jogo de um central algo subvalorizado). Destaques negativos para Zaza (entrou para os penaltis e acabou por falhar), Muller (continua sem demonstrar a sua qualidade), Kroos (pouco se fez notar neste jogo, principalmente ao nível de circulação de bola).


Por último, mas não menos importante, a França vergou a Islândia, que fez história ao chegar a esta fase da competição (não esquecer que é a primeira vez que participam num Europeu), e vai marcar encontro com a Alemanha nas meias-finais. Num jogo que ao intervalo (4-0) já estava resolvido, as fragilidades defensivas dos islandeses vieram ao de cima, algo que não lhes foi característico nos jogos anteriores. Uma equipa lutadora, aguerrida, raçuda, pouco conseguiu fazer neste jogo, não demonstrando a mesma atitude perante o adversário mais forte que encontrou até ao momento.

Deschamps, com a ausência de Kante, apostou num 4-2-3-1 com Matuidi e Pogba no meio-campo defensivo, Sissoko na ala direita, Griezmann no meio e Payet na esquerda no apoio a Giroud. A diferença entre ambas as equipas foi notória, pois Griezmann fez mais um excelente jogo, coroado com um golo e 2 assistências. O encontrou começou de forma parada, com a Islândia a acusar algum nervosismo, e o primeiro golo não tardou. Poucos minutos depois o 2-0 surgiu e a Islândia, incapaz de contrariar a equipa francesa, pouco conseguiu fazer, consentindo ainda mais 2 golos. Tudo apontava para uma goleada histórica, mas ao minuto 56 a Islândia reduziu para o 4-1. O jogo começou a ganhar vida, mas logo de seguida a França marca o quinto golo sentenciando de vez a eliminatória. Apesar do resultado avolumado, os islandeses não desistiram e ainda reduziram para o 5-2, pudendo mesmo ter marcado mais golos.

Destaques para Griezmann (mais um excelente jogo, quando joga no meio é quando se sente mais cómodo), Payet (mais uma assistência e mais um golo), Pogba (quando está mais solto dá outra qualidade ao jogo), Sigurdsson (o craque da selecção islandesa), Sightorsson (destacou-se no jogo aéreo e ia criando perigo), Bjarnason (um dos melhores jogadores desta equipa) e o público islandês (fortíssimo ao longo dos jogos, neste não foi excepção).


Sem comentários:

Enviar um comentário