Eis que Portugal, finalmente, vence no tempo regulamentar,
carimbando a presença na final do Europeu, passado 12 anos da primeira vez.
O dia começou com a notícia de uma baixa importante para
Portugal, nomeadamente Pepe, que se treinou limitado ao longo destes dias.
Fernando Santos apostou em Bruno Alves no seu lugar, mantendo o 11 do costume,
desta vez fazendo Raphael voltar à titularidade. Um encontro que ficou marcado
pela habitual prestação dos portugueses, mais preocupados em anular os pontos
fortes do adversário do que em propriamente jogar, apoiados na união, vontade e
solidariedade de cada elemento do 11. As limitações ofensivas da equipa ficaram
presentes, nomeadamente na exploração de espaços e no contra-ataque, mas a
coesão defensiva manteve-se eficaz e nem a ausência de Pepe se fez notar.
A primeira parte foi parada, com ambas as equipas a
encaixarem-se tacticamente, mas foi na segunda parte que tudo animou,
especialmente a partir do momento em que Portugal marcou os 2 golos quase de
rajada. País de Gales ia subindo as linhas, de forma a tentar reduzir a
desvantagem, mas sem sucesso. Portugal controlava facilmente o encontro e podia
ter mesmo aumentado a vantagem, mas também sem sucesso, até Jonas Eriksson,
árbitro sueco do encontro, ter apitado para o final.
Destaques principais para Cristiano Ronaldo (uma preciosa ajuda na defesa e um golo com uma
excelente elevação), dupla de centrais
portuguesa (resolveram tudo o que tinham para resolver), Renato Sanches (não se percebe a sua
insistência na ala quando é claramente no meio que faz a diferença) e Bale (bem que tentou remar contra a
maré, mas não conseguiu).


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