O barbeiro questiona o que queremos fazer com as patilhas. Nós, num laivo de irresponsabilidade, sugerimos que acabe em forma pontiaguda. Uma escolha de merda que nos vai fazer gritar de arrependimento inúmeras vezes, que ficará marcada no nosso subconsciente longos anos. A patilha em bico é a escolha do descalço, do mitra fã do Ronaldo, do javardo que trabalha na oficina para alimentar o vício do tabaco ou do advogado de razoável sucesso.
Quando a ostentamos, a nossa maior vontade é escarrar para o chão. É coçar a virilha com todo o orgulho e cheirar a mão a seguir, num claro gesto de retorno à era Neolítica. Resta saber a opinião dos Neandertais sobre o tema: se as representações e e descobertas arqueológicas são fidedignas, eles rever-se-iam neste texto.
O mau-gosto de quem inventou esta merda é gigantesco. E o facto de se continuar a usar constitui a maior praga do século XXI, ainda maior que a fome e as leggings em gordas.
Por cada patilha em bico, morre um gatinho bebé. Por cada ídolo que a ostenta e sugere a milhões de fãs para fazerem o mesmo, Nostradamus dá voltas no túmulo e lança profecias ainda mais aterradoras sobre a Humanidade.
ESTÁ NA HORA DE ACABAR COM O ESTIGMA. Chega de infantilidade e non-sense geométrico. Chega, sobretudo, de homossexualidade reprimida.


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